Café da manhã, estrada, trabalho, trabalho, trabalho, almoço (quando dá tempo), mais trabalho, trabalho e trabalho.
Chego em casa exausta, com dores musculares, sono, estresse. Corro para o banho, janto, troco de roupa, espero a van, vou para aula, volto para casa e, graças a Deus vou dormir.
Às vezes a inspiração deixa de existir, mal consigo redigir um texto legal ou organizar as minhas ideias.
Fico o tempo todo conectada no meu mundo e raramente consigo abrir o Google Chrome para ver o que está acontecendo com o mundo lá fora.
O único momento de descontração e atualização é na faculdade, conversa vai, conversa vem, não demora muito para descobrir que mais um avião caiu, outras cidades sofreram com as chuvas, um pai matou filho, polícia do RJ invade favelas, etc.
O mundo corre, o relógio voa, mas as notícias continuam as mesmas, tragédia atrás de tragédia.
Chego a ficar assustada com a atual situação de comportamento das pessoas. Não há mais limite, respeito e compaixão.
Será que a população esqueceu dos seus valores? Ou será que muitos deles sabem o que isso representa?
Tudo está de ponta cabeça, inclusive minhas ideias e inspirações. Até meu pique acabou entrando nessa. Não vejo a hora de desfrutar de uma belíssima sexta-feira para dormir.
A loucura do dia a dia me consome de uma tal forma que só de pensar cansa.
Pode parecer exagero, fraqueza ou algo do tipo, pouco me importo com às aparências, sempre consegui conviver com ela da melhor forma possível.
O importante é o que eu sinto e faço, do resto nada mais importa....