Muito se discute ainda sobre o que é ser jornalista. Mesmo em pleno século 21 o preconceito acompanha os profissionais da área.
O tema quando vira pauta sempre causa polêmica e até hoje é comentado por professores da área, salas de aula e encontros de comunicação.
A rincha entre jornalistas e assessores é um exemplo vivo e para alguns jornalistas, principalmente os mais tradicionais, os assessores não devem exercer a profissão.
Segundo Bruna Godoy, jornalista do Opinião Jornal de Araras, o assessor não é de fato um jornalista. “Por exercer uma função incompatível com a de um jornalista, ele não pode ser chamado disso. O jornalista é aquele que trabalha em redação, que desvenda uma realidade e não fica preso a releases comerciais. Jornalista não faz propaganda, jornalista é a voz da população”.
Em meio a tantas contradições, Maria da Penha, assessora de comunicação, discorda totalmente. Para ela, o assessor de imprensa tem um compromisso ético tanto com a sociedade quanto com a instituição que ele serve. “Muitos profissionais da área não entendem que o assessor utiliza as mesmas ferramentas que um jornalista de TV, rádio ou jornal usa para trabalhar, a única diferença é salário”, comenta.
Pode-se dizer que vivemos em uma disputa sem fundamentos, em que ambos precisam de fontes e bons assuntos para atrair seus clientes e leitores. Não adianta ficar tentando descobrir quem é melhor que quem ou o que é certo ou errado.
É válido dizer ainda que com a disseminação da profissão de assessor, os comunicadores começaram a experimentar este novo ramo e encontraram uma nova fonte de renda e principalmente uma nova forma de fazer jornalismo. Portanto, independente da posição profissional, o jornalismo deve estar sempre em primeiro lugar.