quarta-feira, 1 de junho de 2011

Sempre assim


Fazia tempo que eu não "sofria" nenhuma desilusão amorosa. Que eu não chorava, ficava triste ou chateada. Tempo que não me entregava de vez a outra pessoa. Desde quando o meu último namoro acabou, jamais fui capaz de me entregar a alguém de corpo e alma. Até o dia de hoje...

Sabe aquele homem engraçado, super inteligente e romântico? Ele era tão perfeito que chegava até a assustar! Ele é como um poeta, diz o que você quer e precisa ouvir no momento exato.
Eu me sentia querida e especial de uma forma unica. Não sei explicar, mas houve um momento que nos perdemos.

Em um belo dia, ao despertar, percebi que havia me enganado novamente. Não sei porque acreditei que desta vez tudo seria diferente, que desta vez daria certo... Mais uma decepção, mais um amor que se vai!

Hoje derrubo as mesmas lágrimas de quatro anos atrás.

O engraçado é não me recordar dos espinhos que me feriram, apenas vem a minha mente as alegrias vividas. Acredito que seja esse o maior motivo pelo qual vivo para os arrependimentos emocionais. Como diz Martha Medeiros: "Enfio os dez dedos na tomada, levo choque, e mais tarde repito a dose: novo choque! Uma viciada em arrependimentos emocionais."

Eu sou assim, fazer o que? Preciso aceitar. Vivo intensamente cada momento bom, não levo para dentro de mim as coisas ruins.

Os choros e apertos no coração são vivenciados apenas nas horas de profunda dor. Ao amanhecer, abro a janela e deixo o sol entrar. Faço com que o sofrimento seja eliminado com o ar.

Toda aquela energia que entra renova o local onde vivo, consequentemente todas as vibrações negativas são levadas embora para o desconhecido, um lugar que fica a quilômetros e quilômetros de distância daqui. Um lugar que eu jamais conheci.