domingo, 29 de agosto de 2010

A vida dos sonhos

Todo mundo deseja ter dinheiro para ser feliz, porém o que muitos não sabem é que a verdadeira felicidade não está no TER e sim no SER.

A vida dos sonhos não é baseada em coisa fúteis, bens "compráveis", amigos por status, etc...

A vida dos sonhos é baseada em simplicidade! É saber dar valor ao pássaro que canta toda manhã na sua janela;
é olhar para o céu e percebê-lo como ele está estrelado, como a lua é grande, como as nuvens criam formas;
é levar o cachorro para passear, tomar um banho de cachoeira, andar de bicicleta/patins;
é plantar uma árvore, fazer bem ao próximo, abrir seu coração, se libertar da inveja, rancor.

A vida dos sonhos é baseada nas coisas simples que Deus criou. Por isso, basta tão pouco para sermos felizes de verdade e por qual motivo as pessoas complicam tanto?

Como você leva a sua vida? Será que ela é realmente a dos sonhos ou você complica demais?

Seja feliz, descomplique!
Crie, inove, liberte-se, mude, arrisque, jogue as coisas sem importância para o alto, acredite em Deus and...

Don't worry, be happy ;)

Seja você mesma

Você pode ser feliz, triste, amiga, rica, nem tão rica, cheia de TPM, sem TPM, gostar de chocolate, detestar chocolate.

Você pode ter inúmeras formas, ser loira, morena, cabelo curto, comprido, usar franja, não usar franja, fazer trabalhos voluntários, gostar de baladas, ir a programas de TVs, aparecer na TV, etc...

Você pode ser o que você quiser, mas nunca deixe de ser você, com seus defeitos, qualidades e originalidade.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Vale a pena a leitura

Martha Medeiros - jornalista e escritora

Ganho minha grana, vou ao supermercado, decido o cardápio das refeições, cuido dos filhos, marido (se tiver), telefono sempre para minha mãe, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos e ainda faço as unhas e depilação!

E, entre uma coisa e outra, leio livros.
Portanto, sou ocupada (já fui mais), mas não uma workaholic.

Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.

Primeiro: a dizer NÃO.

Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO. Culpa por nada,
aliás.

Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista a
Culpa Zero.

Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros.

Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.
Você não é Nossa Senhora.
Você é, humildemente, uma mulher.

E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável. É ter tempo.

Tempo para fazer nada.

Tempo para fazer tudo.

Tempo para dançar sozinha na sala.

Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.

Tempo para sumir dois dias com seu amor.

Três dias....cinco dias!

Tempo para uma massagem.

Tempo para ver a novela.

Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza.

Tempo para fazer um trabalho voluntário.

Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.

Tempo para conhecer outras pessoas.

Voltar a estudar.

Para engravidar.

Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.

Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.

Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.

Existir, a que será que se destina?

Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.

A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem.

Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si.

Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo!

Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente.

Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir. Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.

Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C. Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores.


E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante!